Não existe emprego perfeito. Existe um que você ature melhor. Ou goste mais, tanto faz.
Não adianta pensar em mudar enquanto a balança ainda pender mais para as coisas boas.
Queria muito acompanhá-las, amigas, quando vocês se foram daqui. Mas tudo está escrito.
Quem sabe se eu também não estaria com saudades agora?
terça-feira, 28 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Coisas
Já que reavivei esse brog é necessário que ele viva... mas me encontro numa total falta de assunto, de inspiração, de vontade, de saúde, e mais um tudo que me ronda essa semana.
Fui ao dermatologista e lembrei que fui para Recife nas férias (estou descamando até agora!).
Pô... conheci um monte de figura lá e nem pra brogar...
Saindo do hotel pra jantar, a moça da recepção adverte: cuidado com a bolsa!!!
(minha bolsa tinha uns 12x12 cm e eu a usava na frente do corpo... MEDO!)
As pessoas em Recife são muito atenciosas (tirando os donos de hotéis e motoristas de táxi, estes últimos, principalmente quando você não pretende desembolsar 80 reaus para viajar 20 km....).
Passeio de jangada?
Táxi para Maracaípe?
Táxi para o hotel?
Neguinho fica te "ofertando" coisas o tempo. Na esquina da nossa pousada!
Duro foi ouvir por 6 dias: Táxi pro hotel?
Nos últimos só apontávamos para a esquina.
E não é que um cerumano quando apontamos a pousada nos reconheceu?
- Pô rapaz... é mesmo... To te oferecendo táxi todos os dias e tu ta aqui... a propósito, você tem isqueiro??
– Moço, me dá um algodão-doce?
– De um ou de dois reais?
– De um só... vou ali trocar o dinheiro.
Minutos depois, Lelê entra na lodinha que eu estava com um troço gigante, maior que uma bexiga...
– O que é isso??? Eu pedi de UM REAL!
– É O DE UM REAL!
Dou uma nota de 2 reais (veja bem, DOIS reais) e o sr. moço-do-algodão-doce não tinha troco...
– Ah... depois você me paga...
– Mas eu vou embora amanhã...
– Ahhh tudo bem....
(NOTA: eu troquei os dois reais e dei um real pro sr. moço-do-algodão-doce...
– Ô minha filha, não precisava.... vem cá, vou te dar mais algodão-doce!)
Íamos ficar 5 dias e decidimos ficar 7 na pousadinha. Avisamos o dono que ficaríamos além do combinado e ele, felicíssimo, disse que tudo bem.
Ao nos ver no último dia, não se segurou na peadinha:
– Vão morar por aqui? Posso fazer um preço bom....
Fui ao dermatologista e lembrei que fui para Recife nas férias (estou descamando até agora!).
Pô... conheci um monte de figura lá e nem pra brogar...
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Saindo do hotel pra jantar, a moça da recepção adverte: cuidado com a bolsa!!!
(minha bolsa tinha uns 12x12 cm e eu a usava na frente do corpo... MEDO!)
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As pessoas em Recife são muito atenciosas (tirando os donos de hotéis e motoristas de táxi, estes últimos, principalmente quando você não pretende desembolsar 80 reaus para viajar 20 km....).
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Passeio de jangada?
Táxi para Maracaípe?
Táxi para o hotel?
Neguinho fica te "ofertando" coisas o tempo. Na esquina da nossa pousada!
Duro foi ouvir por 6 dias: Táxi pro hotel?
Nos últimos só apontávamos para a esquina.
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E não é que um cerumano quando apontamos a pousada nos reconheceu?
- Pô rapaz... é mesmo... To te oferecendo táxi todos os dias e tu ta aqui... a propósito, você tem isqueiro??
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– Moço, me dá um algodão-doce?
– De um ou de dois reais?
– De um só... vou ali trocar o dinheiro.
Minutos depois, Lelê entra na lodinha que eu estava com um troço gigante, maior que uma bexiga...
– O que é isso??? Eu pedi de UM REAL!
– É O DE UM REAL!
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Dou uma nota de 2 reais (veja bem, DOIS reais) e o sr. moço-do-algodão-doce não tinha troco...
– Ah... depois você me paga...
– Mas eu vou embora amanhã...
– Ahhh tudo bem....
(NOTA: eu troquei os dois reais e dei um real pro sr. moço-do-algodão-doce...
– Ô minha filha, não precisava.... vem cá, vou te dar mais algodão-doce!)
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Íamos ficar 5 dias e decidimos ficar 7 na pousadinha. Avisamos o dono que ficaríamos além do combinado e ele, felicíssimo, disse que tudo bem.
Ao nos ver no último dia, não se segurou na peadinha:
– Vão morar por aqui? Posso fazer um preço bom....
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E pra fechar com chave de ouro...
Dentro do avião... certa tensão na decolagem (fazia uma semana que o avião da TAM tinha explodido em SP)
O aeroporto de Recife tem uma pista menor que a de Guarulhos, portanto na decolagem tem um momento em que ele começa a subir tão inclinado que parece que parou... ou pior, que está voltando.
Vôo lotado de pequenos ceresumanos (leia-se, crianças). Até elas estão quietinhas, quando um garotinho grita eufórico:
– Olha pai, agora o avião vai explodir!!!
Dentro do avião... certa tensão na decolagem (fazia uma semana que o avião da TAM tinha explodido em SP)
O aeroporto de Recife tem uma pista menor que a de Guarulhos, portanto na decolagem tem um momento em que ele começa a subir tão inclinado que parece que parou... ou pior, que está voltando.
Vôo lotado de pequenos ceresumanos (leia-se, crianças). Até elas estão quietinhas, quando um garotinho grita eufórico:
– Olha pai, agora o avião vai explodir!!!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
das coisas que irritam num fechamento
1. o dia do fechamento
2. aliás, oS diaS do fechamento, porque sempre são dois....
3. sempre tenho muitas outras coisas a resolver nesses dias...
4. as fontes somem... e o po-gra-ma troca tuuuudo... não, dileta audiência... não troca fontes bizarras que eu pego na net... troca fontes como Garamond... ODEIO garamond... principalmente a bold
5. minha impressora tem problemas existenciais e de vez em quando decide que a cópia fica muito melhor se ela a dividir em duas páginas.... não, ela não puxa as duas folhas... ela pára a impressão da primeira para pegar outra folha limpinha e imprime a outra metade... naturalmente quando você já fechou o arquivo...
6. eu normalmente passo o dia todo sem muita coisa pra fazer, pra ralar agora... às 17h40!!
2. aliás, oS diaS do fechamento, porque sempre são dois....
3. sempre tenho muitas outras coisas a resolver nesses dias...
4. as fontes somem... e o po-gra-ma troca tuuuudo... não, dileta audiência... não troca fontes bizarras que eu pego na net... troca fontes como Garamond... ODEIO garamond... principalmente a bold
5. minha impressora tem problemas existenciais e de vez em quando decide que a cópia fica muito melhor se ela a dividir em duas páginas.... não, ela não puxa as duas folhas... ela pára a impressão da primeira para pegar outra folha limpinha e imprime a outra metade... naturalmente quando você já fechou o arquivo...
6. eu normalmente passo o dia todo sem muita coisa pra fazer, pra ralar agora... às 17h40!!
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Bem podia ser eu....
...mas foi a Tati...
Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu.
Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa.
Eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora.
E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca e começo a querer coisas que nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na praça do Pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, a gente ficou abraçado e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir. Senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.
Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, mas tenho que ter fome porque não quero você namorando uma magrela.
E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.
Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.
E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.
Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um CD inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.
Tati Bernardes
Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu.
Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa.
Eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora.
E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca e começo a querer coisas que nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na praça do Pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, a gente ficou abraçado e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir. Senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.
Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, mas tenho que ter fome porque não quero você namorando uma magrela.
E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.
Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.
E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.
Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um CD inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.
Tati Bernardes
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
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